Durante meus anos ajudando empresas a administrarem suas viagens corporativas, notei como poucas decisões afetam tanto o orçamento quanto o valor das passagens aéreas. Na última década, presenciei diversos ciclos de aumento e queda, mas o cenário de 2026 exige um olhar ainda mais atento. Nunca vi tantos fatores se somando para pressionar o bolso das empresas. E, ao analisar os dados mais recentes, percebo que a necessidade de revisar estratégias se fez urgente.
Por que as passagens subiram tanto?
Primeiro, quero destacar alguns números que me chamaram atenção nos últimos relatórios do setor. Segundo a Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp), o turismo corporativo faturou mais de R$ 1 bilhão em janeiro de 2026, um crescimento de 0,47% sobre o ano anterior. Mas esse ligeiro aumento no volume de viagens contrasta com uma realidade dura: a escalada dos preços.
Nos bastidores, o querosene de aviação foi o grande vilão. Tenho visto, nos dados divulgados, que esse combustível responde por até 40% do custo operacional das companhias aéreas. Só em 2026, o preço do querosene subiu mais de 50%, intensamente pressionado pela alta mundial do petróleo e pelo cenário tenso no Oriente Médio.
O custo do querosene disparou, impactando diretamente as passagens.
Quando o combustível sobe, as empresas aéreas não conseguem segurar todos os custos e, com isso, as tarifas para o consumidor final aumentam rapidamente. E não para por aí: só em abril de 2026, houve um reajuste adicional de 54%, com previsão de novo aumento em maio, situação que levou à suspensão de mais de 2 mil voos programados para maio, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
O impacto real nos preços e tendências de compra
Se você acompanha o tema, provavelmente já sentiu no orçamento. Entre a última semana de fevereiro e a última semana de março de 2026, o preço médio das passagens subiu 27%. No mesmo período de 2025, o aumento havia sido de apenas 3%. Já no primeiro trimestre deste ano, o tíquete médio cresceu cerca de 15%, representando R$ 261,94 a mais por passagem. Isso tudo após uma tendência de queda de 5% registrada no ano anterior.
De acordo com dados da ANAC, o preço médio das passagens domésticas chegou a R$ 707,16 em março de 2026, uma alta de 17,8% em relação ao ano anterior. A projeção para abril é uma elevação extra de 13,6%. Não há sinal de alívio no curto prazo – e, sinceramente, vejo cada vez mais gestores buscando alternativas inteligentes, pois a margem para erro reduziu ainda mais.
Gestão de viagens: como evitar decisões precipitadas?
Em momentos turbulentos assim, os velhos hábitos de comprar em cima da hora costumam custar caro. Gosto sempre de mostrar exemplos práticos. No trecho Congonhas–Santos Dumont, dados recentes do Price Tracking da Paytrack apontaram o seguinte:
- Na janela crítica (0 a 10 dias antes), o valor médio da passagem foi de R$ 1.344,57.
- Na janela intermediária (10 a 20 dias), ficou em R$ 705,31 (28,3% mais caro que a melhor janela).
- Na janela ótima (20 a 30 dias), o preço médio foi de R$ 571,74.
Planejamento reduz custo. Antecedência traz economia.
O interessante (e preocupante) é perceber que 43,5% das buscas são feitas na janela crítica, quando o valor está no pico, enquanto apenas 16,5% dos pedidos são feitos na melhor faixa de preço – ali onde, na prática, é possível economizar mais de 100%. Isso só reforça que planejar com antecedência nunca fez tanto sentido.

O papel dos dados e da tecnologia na tomada de decisão
Eu sempre digo em reuniões com clientes: não basta negociar tarifas, precisamos de informações de qualidade para agir no momento certo. O Price Tracking da Paytrack, por exemplo, é um recurso que venho acompanhando com atenção. A ferramenta permite comparar tarifas por origem e destino, cruzando o histórico de até 60 dias com projeções para mais 30 dias. Isso oferece um panorama real do que esperar e quando comprar.
Com recursos assim, as decisões deixam de ser por “achismo” e passam a ser guiadas por percentuais de ajuste, expectativas de preços ao longo do tempo e análises em tempo real.
Na minha experiência, quem usa recursos inteligentes acaba evitando compras “no susto” e define regras mais claras, inclusive usando plataformas integradas como agências TMC especializadas para cuidar do processo de ponta a ponta. Não é só sobre gastar menos, mas sim sobre prever e controlar o orçamento com base em fatos.
Como traçar uma nova política de viagens?
Notei que empresas que reagem rápido às mudanças ganham vantagem. Para mim, essas ações fazem diferença:
- Analisar dados históricos e preditivos para definir prazos mínimos para cada tipo de reserva.
- Adotar regras de aprovação automática em passagens até um valor-teto, exigindo justificativas acima disso.
- Orientar sobre a importância da flexibilidade de datas, priorizando voos fora dos horários de pico ou eventos grandes.
- Criar acordos com agências como a Lá Vou Eu Business Travel, que oferecem suporte de BI e consultoria contínua.
- Utilizar aplicativos de gestão para padronizar e agilizar solicitações, centralizando tudo em uma plataforma única.
Esses são só alguns exemplos do que eu aplico no dia a dia. Vi que, junto à revisão da política de viagens, faz sentido orientar colaboradores sobre como o mercado funciona e mostrar ganhos práticos de cada decisão.

Outras estratégias que vieram para ficar
Não posso deixar de citar outros pontos que fazem completa diferença neste cenário:
- Buscar tarifas corporativas negociadas, muitas vezes disponíveis apenas através de agências especializadas.
- Flexibilizar políticas para, ocasionalmente, considerar aeroportos alternativos, combinando trechos aéreos e terrestres quando relevante.
- Monitorar constantemente a disponibilidade e lotação dos voos, algo que ajuda a evitar tarifas inflacionadas por excesso de demanda.
- Evitar erros comuns na reserva de transporte corporativo, capacitanto equipes e utilizando fluxos automatizados.
Outra fonte interessante para quem acompanha de perto, o Ministério de Portos e Aeroportos mostrou um cenário raro em novembro de 2025, quando o preço médio caiu 20%. Mas, naquele contexto, houve fatores pontuais – reforço que a tendência para 2026 é de alta.
Conclusão: pensar e agir diferente é questão de sobrevivência
Depois de tantos anos analisando o mercado, aprendi que o segredo não está em correr atrás da melhor promoção, mas sim em transformar gestão de viagens em um processo controlado, flexível e baseado em dados. Empresas que mudam a mentalidade, fazem os treinamentos certos e contam com parceiros experientes, como a Lá Vou Eu Business Travel, conseguem resultados consistentes.
Reduzir custos diante da alta das passagens exige planejamento, tecnologia e atitude proativa.
Se você também sente o impacto nas contas e busca tranquilidade, recomendo repensar as rotinas de compra, investir em análise preditiva e criar parâmetros claros para todos os envolvidos. Assim, as viagens se tornam aliadas e não vilãs do orçamento.
A gestão de viagens corporativas pode ser muito mais estratégica do que parece. A Lá Vou Eu Viagens atua ao lado das empresas para trazer controle, eficiência e inteligência para esse processo. Faça sua adesão ao nosso plano sem mensalidades hoje mesmo: www.lavoueuviagens.com.br/plano
Perguntas frequentes
Como encontrar passagens aéreas mais baratas?
Buscar as passagens com antecedência e evitar períodos de alta demanda são as formas mais eficientes de economizar. No meu dia a dia, tenho visto empresas conseguirem preços bem melhores ao planejar com 20 a 30 dias antes da data da viagem. Usar plataformas que monitoram o histórico de valores e alertam sobre melhores momentos de compra também ajuda muito.
Vale a pena viajar em baixa temporada?
Sim, sempre recomendo a análise dos períodos alternativos. Quando a empresa tem flexibilidade e consegue programar deslocamentos fora dos grandes eventos ou férias escolares, há uma boa economia em tarifas, disponibilidade mais ampla de voos e menor incidência de atrasos.
Quais são os melhores aplicativos para passagens?
Prefiro indicar aplicativos integrados aos sistemas de gestão corporativa, pois entregam controle e facilitam conciliações. Quem utiliza plataformas que oferecem BI, relatórios detalhados e acompanhamento em tempo real têm uma visão mais clara do cenário e conseguem agir rápido diante de oportunidades.
Como economizar em hospedagem durante viagens?
Reforço que negociar tarifas corporativas e reservar junto à compra da passagem costuma garantir melhores preços. Optar por hotéis com benefícios adicionais (como café da manhã ou traslado) e monitorar parcerias de agências confiáveis também faz uma grande diferença nos custos finais.
É melhor comprar passagem com antecedência?
Sem dúvidas, a antecedência é um fator fundamental. Conforme vimos no artigo, a diferença entre comprar em cima da hora e 20 a 30 dias antes pode mais que dobrar o valor pago. Comprar com antecedência é uma das formas mais simples de reduzir o custo total das viagens corporativas.





