Nas últimas semanas, tenho acompanhado com atenção as notícias econômicas e, especialmente, as informações vindas do setor aéreo. Em 2026, uma preocupação cresceu entre empresas, quem viaja a trabalho e consultores como eu: “A Latam corre o risco de parar voos por falta de combustível?”
Há muitos motivos para a dúvida. Afinal, quando lemos sobre reajustes de até 55% no preço do querosene de aviação (QAV) na bomba nacional, como divulgado recentemente após anúncio da Petrobras (reajuste médio de 55% no preço do querosene de aviação), é natural que empresários e gestores de viagens fiquem preocupados. Parte dessa alta, como sei por experiência com clientes da La Vou Eu Business Travel, repercute imediatamente sobre os custos das viagens corporativas.
Entendendo a origem da preocupação
A tensão nos preços tem origem principal no conflito no Oriente Médio. Desde fevereiro, o barril do petróleo Brent (referência internacional) vem subindo, puxando o QAV para cima. Os reajustes pontuais aplicados pela Petrobras em 2026 – como os 18% de março, equivalentes a R$ 1,00/litro de aumento (Petrobras aplicou aumento de 18% no preço do querosene de aviação) – serviram de alerta para todo o setor.
No Brasil, o preço do QAV apresenta forte persistência, acompanhando não só a cotação internacional do petróleo como, também, a demanda de passageiros, conforme apontam estudos da Universidade Federal de Santa Catarina. Ou seja, quando tem aumento de petróleo ou mais gente viajando, a pressão nos custos é sentida rapidamente.
A resposta da Latam: risco descartado e impacto limitado
Na conferência de resultados do primeiro trimestre de 2026, ouvi Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil, tranquilizar completamente o mercado. Segundo ele, “não há risco de desabastecimento nas nossas bases, seja para voos domésticos, seja nos internacionais”. Comuniquei esse ponto a gestores de viagens de diversas empresas que atendemos na La Vou Eu Business Travel, pois o respaldo direto da liderança faz diferença.
Segurança no abastecimento está garantida, apesar da volatilidade global.
Cadeias de fornecimento nas principais bases da Latam seguem estáveis. Mesmo acompanhando de perto o cenário internacional e a logística interna, a empresa reforça: não existe falta mapeada de combustível em nenhum aeroporto-chave de sua malha operada. Esse é um dos diferenciais que ajudou a Latam, nos últimos anos, a manter voos e compromissos.
Por que o impacto do aumento é gradual?
Mesmo com aumentos significativos, o efeito no caixa das companhias e nas tarifas não é imediato. Descobri, conversando com consultores da área, que existe uma espécie de “amortecedor”: o tempo de repasse. Ele funciona assim:
- O preço internacional do petróleo sobe;
- A Latam utiliza os estoques de QAV adquiridos antes da alta;
- Só depois disso, sente o impacto pleno das novas cotações;
- Os reajustes nas tarifas e mudanças operacionais aparecem após esse prazo.
No caso da Latam, os primeiros sinais de impacto apareceram nos resultados de março, já refletindo parcialmente o forte aumento internacional. Foi aí que recebi perguntas de diversos clientes empresariais: “Vai faltar voo?”, “Vai ter aumento de cancelamentos?”. Em abril e maio, porém, segundo a própria aérea, só ocorreram pequenos ajustes pontuais de horários e frequências, sem cortes relevantes na malha. Quem voou nesse período – muitos foram meus clientes – não relatou problemas fora do normal.
Projeção de demanda e ajustes na malha da Latam
É claro que empresas aéreas sempre reagem a cenários de preços e demanda. Quando uma crise prolongada afeta o setor, já sei, por experiência, que as áreas de planejamento ficam de olho nos números para decidir cortes ou ampliações de rotas. No caso da Latam, em abril e maio de 2026, o ajuste foi pequeno e cirúrgico, conforme divulgado: apenas alterações pontuais, sem grandes cortes estruturais ou suspensões de rotas estratégicas.
Para junho, a projeção é de demanda entre 2% e 3% menor do que o planejado originalmente. No meu olhar, esse é um ajuste mínimo dentro de um contexto global turbulento. Não há sinalização de drástica reestruturação, o que é um alívio para quem conta com previsibilidade – seja no agendamento de viagens de negócios ou de conferências corporativas. Essa informação está alinhada com a política de atendimento personalizado da La Vou Eu Business Travel, que sempre busca garantir informações claras sobre disponibilidade e fluxos das principais rotas.
Aumento dos custos para companhias aéreas e reflexos para o viajante
Nas minhas conversas com gestores de viagens, a principal preocupação não tem sido cancelamento ou problemas de abastecimento. O que realmente tira o sono são os custos. E, neste aspecto, o recado do CEO foi direto: a Latam estima despesa adicional de cerca de US$ 700 milhões com combustível só no segundo trimestre de 2026. Parte desse custo, claro, virá ao consumidor final, seja passageiro regular ou empresa contratante.
Para quem negocia tarifas com agências como a La Vou Eu Business Travel, é fundamental alinhar as expectativas – principalmente nos contratos de médios e grandes volumes. Os aumentos sucessivos de custos criam pressão, mas ainda assim, empresas com acordos e acompanhamento personalizado tendem a sofrer menos impactos em relação ao passageiro comum.
Apoio e informação para o viajante corporativo
Nos últimos meses, destacamos para nossos clientes conteúdos e novidades como a retomada dos voos entre Brasília e Santiago, ou a abertura do novo espaço premium para check-in doméstico no aeroporto de Guarulhos. Mesmo em um cenário de custos elevados, a Latam segue apostando em melhorias no atendimento e novas facilidades.
- Investimentos em experiência premium, como a nova cabine Premium Comfort para voos longos;
- Lançamento de novas rotas nacionais e internacionais já confirmadas para 2026 (Latam expande malha e confirma novas rotas);
- Novos modelos tarifários para maximizar economia, inclusive opções sem bagagem de mão (Nova tarifa Latam sem bagagem de mão).
Essas medidas exemplificam que, apesar do ambiente desafiador, empresas como a Latam ainda procuram adaptar e inovar.
O cenário visto por quem organiza viagens corporativas
A partir do que observo diariamente na La Vou Eu Business Travel, percebo que a clareza e a previsibilidade são ativos muito valorizados neste mercado. Empresas dependem de informações seguras para planejar viagens, negociar contratos e manter seus compromissos. O compromisso público da Latam garante tranquilidade a quem precisa continuar viajando a trabalho, mesmo em períodos de instabilidade.
Outra observação importante: renovar contratos de viagens neste contexto, reforçando parcerias com fornecedores estratégicos, pode ser o diferencial entre manter custos sob controle ou sofrer reajustes maiores. Ferramentas como relatórios de BI, acompanhamento de tarifas e suporte especializado, que oferecemos na La Vou Eu Business Travel, tornam-se ainda mais relevantes.
Conclusão
Com base em fontes confiáveis, relatos do setor e minha vivência na gestão de viagens empresariais, eu reforço: não há risco de desabastecimento de combustível para a Latam no curto prazo e o impacto, embora presente, está sob controle. Pequenos ajustes na malha são esperados, assim como possíveis variações tarifárias, mas não existem sinais de colapso ou grandes suspensões. Viajar a trabalho continua sendo uma realidade segura, especialmente com informação de qualidade e suporte constante.
A gestão de viagens corporativas pode ser muito mais estratégica do que parece. A Lá Vou Eu Viagens atua ao lado das empresas para trazer controle, eficiência e inteligência para esse processo. Faça sua adesão ao nosso plano sem mensalidades hoje mesmo: www.lavoueuviagens.com.br/plano
Perguntas frequentes
O que causou preocupação com combustível?
A preocupação surgiu devido ao aumento expressivo nos preços do querosene de aviação, impulsionado pela valorização do petróleo após conflitos no Oriente Médio e decisões da Petrobras, que reajustou o preço do QAV em 18% em março e 55% em abril de 2026. Esses aumentos afetam diretamente os custos operacionais das companhias aéreas e geram receio de possíveis problemas de abastecimento.
Latam vai sofrer com falta de combustível?
De acordo com informações oficiais do CEO da Latam Brasil, não há risco de falta de combustível nas operações da companhia. Isso vale tanto para voos domésticos quanto para internacionais, pois os estoques e a logística estão funcionando normalmente nas principais bases.
Haverá impacto nos voos da Latam?
O impacto principal será financeiro, refletindo em custos maiores para a empresa e possíveis ajustes em tarifas. Na operação, até agora, a Latam só fez ajustes pontuais nos horários e frequências de voos, sem grandes cancelamentos ou restruturações.
O abastecimento de combustível está garantido?
Sim, o abastecimento está garantido nas bases onde a Latam opera. Segundo a comunicação da empresa, não há falta mapeada de QAV em seus aeroportos estratégicos e o monitoramento do cenário é constante para evitar quaisquer interrupções.
Posso viajar tranquilo pela Latam agora?
Sim, quem tem viagens marcadas com a Latam pode seguir com confiança. A empresa mantém operação estável, abastecimento assegurado e só pequenos ajustes na malha. Recomendo manter contato regular para atualizar informações, especialmente em viagens corporativas.





