O mercado de viagens corporativas acaba de entrar em alerta.
A Petrobras anunciou um aumento de cerca de 55% no preço do querosene de aviação (QAV), com impacto direto nas companhias aéreas e, consequentemente, nas tarifas para passageiros.
Esse movimento já era esperado pelo mercado — e a principal pergunta agora é:
como as empresas podem se proteger desse aumento?
O que está acontecendo no mercado
O aumento no QAV não é isolado. Ele reflete um cenário global:
- O preço do petróleo subiu devido a tensões geopolíticas no Oriente Médio
- O combustível representa mais de 30% dos custos das companhias aéreas
- Cada aumento no combustível tende a ser repassado para o consumidor final
- Já há registros de aumento nas tarifas em curto prazo
Em termos práticos:
👉 passagens aéreas mais caras são inevitáveis
Por que o impacto é tão rápido nas passagens?
Diferente de outros setores, a aviação tem margens muito sensíveis a custo.
- O combustível é o principal componente operacional
- Companhias fazem reajustes dinâmicos de preços
- A precificação é baseada em oferta, demanda e custo em tempo real
Segundo executivos do setor, cada aumento relevante no combustível pode gerar reajustes significativos nas tarifas
Ou seja: o repasse não demora — ele acontece rápido.
O erro mais comum das empresas
Diante desse cenário, muitas empresas reagem de forma errada:
❌ Continuam comprando passagens em cima da hora
❌ Não revisam políticas de viagem
❌ Não planejam deslocamentos com antecedência
Resultado:
👉 pagam exatamente o preço mais impactado pelo aumento
A estratégia mais eficiente: antecedência
Se existe uma forma comprovada de reduzir o impacto, ela é simples:
Antecedência na emissão
Isso acontece porque:
- Tarifas mais baratas são disponibilizadas primeiro
- O impacto do aumento ainda não foi totalmente absorvido
- Há maior disponibilidade de voos e classes tarifárias
👉 Quanto antes você compra, menor é o impacto do aumento
Como empresas podem reduzir custos na prática
Aqui vão ações objetivas para sua empresa implementar imediatamente:
1. Planejamento antecipado de viagens
- Definir agendas com semanas (ou meses) de antecedência
- Evitar compras de última hora
2. Política de viagens mais estruturada
- Estabelecer prazos mínimos de compra
- Criar regras claras para exceções
3. Centralização das reservas
- Evita decisões individuais sem estratégia
- Garante melhor controle de custos
4. Uso de inteligência de mercado
- Monitorar tendências de preço
- Antecipar momentos de alta
5. Parceria com uma agência especializada
- Acesso a melhores opções e negociações
- Suporte estratégico e não apenas operacional
Oportunidade escondida nesse cenário
Apesar do aumento, empresas organizadas podem sair na frente.
Enquanto muitas reagem tardiamente,
👉 quem se antecipa consegue:
- Reduzir custos médios
- Melhorar previsibilidade financeira
- Evitar picos de preço
Conclusão
O aumento de 55% no combustível de aviação deve pressionar todo o mercado de viagens nos próximos meses.
Mas a diferença entre absorver o impacto ou controlá-lo está em uma decisão simples:
Planejar com antecedência
Empresas que estruturam sua gestão de viagens conseguem não apenas reduzir custos, mas também ganhar eficiência e previsibilidade — mesmo em cenários de alta.
Fontes
- https://www.infomoney.com.br/mercados/petrobras-elevara-precos-do-querosene-de-aviacao-em-55-diz-controladora-da-gol/?utm_source=chatgpt.com
- https://www.gazetadopovo.com.br/economia/petrobras-reajusta-querosene-aviacao-55-passagens-podem-disparar/?utm_source=chatgpt.com
- https://www.panrotas.com.br/aviacao/empresas/2026/03/preco-do-aereo-subira-apos-reajuste-de-55-do-combustivel-de-aviacao_227176.html?utm_source=chatgpt.com





